segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Chile - Vulcões

O Chile tem vulcões de norte a sul. Quase todos são espetaculares pelo seu formato típico (cônico), formando contrastes de cores entre o azul do céu, o branco da neve no cume, o marrom escuro das bases e, dependendo do lugar, o
 verde no sul (vegetação) e o laranja no norte (deserto).

Para visitá-los não há qualquer necessidade de carros 4x4 ou pacotes turísticos caros. Todas as cidades tem uma ótima infraestrutura, e são acessíveis de Santiago por bons e baratos ônibus, extremamente confortáveis. (no Chile e na Argentina, esqueça os preconceitos dos ônibus do Brasil).

Recomendo o sul pelo fascinante excesso de belezas naturais.

Abaixo, o vulcão Osorno, em Puerto Varas.


Você pode chegar em carro, taxi ou van de turismo. O aluguel de carros no Chile não é barato, como na Argentina. Em grupo, melhor o taxi. Casais ou sozinho, melhor a van.

No topo, além da vista de tirar o fôlego, uma estação de ski (pequena) para quem gosta.

Puerto Varas tem muitas pousadas, boas e em conta (também não é barato como na Argentina). Restaurantes muito bons, infraestrutura completa, inclusive um ótimo supermercado no centro, onde eu almoçava gastando muito pouco (marmitex variado). Ao lado tem também o Restaurante Gordito, onde você pode comer frutos do mar por preços bem melhores que no Mercado Municipal de Santiago. Sugiro o Salmão e o Loco.


Se tiver tempo sobrando, vá de ônibus até Puerto Montt, para comer no mercado municipal de lá. Mais completo, mais opções, mas com preços iguais. De ônibus também, conhecer Frutillar (15 minutos). Uma cidadezinha charmosa (estilo inglês) com uma vista mais bonita do lago e do vulcão. Ahhh, em Puerto Varas tem um Cassino.

Agora o Vulcão Villarica. Esse está em Pucón, uma cidade maravilhosa, também com uma infraestrutura muito boa. Na verdade, melhor que a de Puerto Varas. Se tivesse que escolher, viria para cá (Pucón). Se fosse possível, iria nas duas cidades. Tem ônibus de uma pra outra, ou indo por Osorno, com linhas de meia em meia hora para Puerto Varas.

Pucón tem de tudo. Muitos e bons restaurantes, de baratos a caros. Padarias, confeitarias, lojas de queijo, enfim, tudo referente a comidas. Tem muitas lojas de roupas e acessórios. Com e sem marcas, caras e baratas.

Um estilo arquitetônico europeu mais bem trabalhado, num conjunto mais bonito que Puerto Varas.

Além de passeios variados (van, taxi ou carro - sugiro a van), a subida ao Vulcão é o ponto alto. Para todas as idades, a caminhada cansa mas é factível. Parte de carro, parte de teleférico, parte na terra vulcânica, e parte na neve. Quando se chega ao topo, além da vista imperdível, uma cratera ativa com lava saltando. Incrível, você está dentro de um Vulcão.


Na volta, um agradável skibunda agiliza o retorno. Super divertido e, repito, para todas as idades.

Outra hora falo do norte.

Bariloche surpreende

Muito se fala de Bariloche. Pena que os comentários e propagandas, quase sempre, resumem-se ao ski, ao snowboard, às baladas, e aos hotéis caros.
Bariloche tem de tudo, especialmente, lugares dignos de qualquer cartão postal europeu.
Melhor porque é barato, fácil de ir, aconchegante, e a língua não cria qualquer empecilho.

No inverno ou no verão, Bariloche e arredores são lindos. Montanhas, lagos, bosques, trilhas, estradas. De carro próprio ou alugado, de ônibus, de van, com ou sem ajuda de agências de turismo. Pousadas e hotéis, de 25 a 300 reais por dia, sempre com conforto, limpeza e simpatia.

Estas primeiras fotos são do inverno. Lagos e estradas de tirar o fôlego entre Bariloche e San Martin de los Andes (cerca de 100km ao norte). Você pode alugar um carro ou ir de ônibus, saindo das rodoviárias de hora em hora. Tem pousadas bem baratas nas duas cidades. As duas tem estações de ski, agências de turismo e passeios variados para uns 4 a 7 dias. Cada passeio custa entre 30 a 50 reais, na média. O mais caro são os dias esquiando. Custam cerca de 200 reais, entre entrada na montanha e passe livre nos teleféricos (80 reais), locação de equipamentos (80 reais) e roupas (20 reais), além de comida e água (20 reais mínimo).

Você pode chegar em Bariloche de avião ou de ônibus. Recomendo a segunda opção. A viagem saindo de Buenos Aires é muito confortável e passa por lugares muito bonitos. As linhas saem umas 5 da tarde e chegam cerca de 10 da manhã. Os ônibus são muito confortáveis  e custam cerca de R$ 60 reais, dependendo da classe. A chegada, pela manhã, é espetacular. O melhor é sentar na primeira poltrona, com vista panorâmica.

Depois escrevo mais.

Começando

Farei disto um caderno de pensamentos, um registro de reflexões e idéias. Como pano de fundo, fotos e comentários sobre as duas coisas que limpam minha mente e encantam meus sentidos: viajar e comer.

Dois hobbies que trazem fortes impressões à alma. Lembranças que ninguém me tira, e que podem ser revisitadas facilmente. Não exigem grandes despesas, não dependem de companhia, e mantém-me em contato constante com a natureza.

Assim, comecemos.

Acredito que a vida tem por fim o desenvolvimento espiritual, que é como uma sala de aula, e que cada experiência nos torna alguém um pouco melhor.

Nem o bom, nem o ruim, importam. O que vale é aprender algo em cada acontecimento e conseguir, a cada manhã, sermos indivíduos mais próximos da verdade e do valor da existência.

O certo e o errado não estão na valoração que fazem de nós, mas no resultado prático que alcançamos nesse caminho de descoberta e crescimento.

Por isso, nem todo bem será, necessariamente, relavante, e nem todo mal, pernicioso. Para o mundo, tudo dependerá do que o conjunto dos fatos representa para os agentes e para toda a sociedade. Para cada um de nós, tudo dependerá do que sentimos e do que fazemos sentir.

A grande dificuldade é aferir se estamos, ou não, no rumo certo.

Para isso, o tempo todo podemos refletir e dialogar. Das conclusões, estabelecer novos planos e formas de ação para, momento a momento, realinhar-nos sobre o caminho que leva à perfeição divina. A medida da razão é a felicidade.

Você está feliz? Vai bem. Não? Vai mal. Reflita, conclua e mude.

Para viver esta vida, o espírito tem seu corpo. Este corpo, precisa ser alimentado. Para alimentá-lo, temos que trabalhar.

Trabalho não é um fim, mas um meio de vida. Viver é crescer.

Crescemos aproveitando bem as vivências, que se dão durante o trabalho e, principalmente, no restante do tempo.

Viajar e comer são minhas formas de aproveitar o restante do tempo. Claro que também gosto de amar, de compartilhar. Mas, em princípio, aqui vou falar mais de lugares.

Cansei de escrever.